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Bençãos da Grande Mãe...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Faces da Lua comemora Litha com celebração aberta em meio à natureza

No domingo, 21 de dezembro, o Coven Faces da Lua promove sua celebração de Solstício de Inverno. A cerimônia será gratuita e acontecerá num lindo bosque do Parque Anhanguera na região de Perus (SP). O lugar é rico em áreas verdes e a presença de elementais é extremamente forte.

A cerimônia contemplará rituais em honra ao deus Apolo e Hélio, faces gregas associadas ao sol. Dessa forma, os rituais serão focados na atração de luz, verdade, cura e fortes energias de sucesso para o próximo ano civil.

A organização do Faces da Lua encontrará os participantes na portaria do parque às 11h, pois os ritos iniciarão a partir do meio dia. Traga um prato doce ou salgado para confraternizar e lanches ou bolachas para durante o dia. As bebidas serão doadas pelo coven.

O encontro acontece até às 18h e além do ritual do sabbat, estão programadas uma série de atividades como vivências, encantamentos, contação de mitos, roda de canções sagradas e jornada para conexão com o sagrado masculino.


Dia 21/12/2008 (domingo). A partir das 11h.

Local: Avenida Fortunata Tardelli Natucci, 1.000, Via Anhanguera (km 25)

Mais informações sobre o evento ou o local: (11) 3876-1460 com Marçal Trujillo

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Curso de Bruxaria com Edu Scarfon

Um pouco sobre Dioniso

Dioniso, Diónisos ou Dionísio (do grego Διώνυσος ou Διόνυσος) era o deus grego equivalente ao deus romano Baco, das festas, do vinho, do lazer e do prazer. Filho de Zeus e da princesa Semele, foi o único deus filho de uma mortal.

Ocorreu que Hera, que sentiu ciúme de mais uma traição de Zeus, instigou Semele a pedir ao seu amante (caso ele fosse o verdadeiro Zeus) que viesse ter com ela vestido em todo seu esplendor, em outras versões lhe pediu que a mostrasse sua verdeira forma. Semele então pediu que Zeus atendesse a um pedido seu, sem saber qual seria, em algumas versões, ela o fez fazer uma promessa pelo Estige, o voto mais sagrado, que nem mesmo os deuses podem quebrar. Ele concordou e quando soube do que se tratava imediatamente se arrependeu. Uma vez concedido o pedido teria que cumpri-lo. Ele então voltou ao Olimpo e colocou suas vestes maravilhosas (ou demonstrou sua verdadeira forma), já sabendo de o que ocorreria. De fato, o corpo mortal de Semele não foi capaz de suportar todo aquele esplendor, e ela virou cinzas.

Assim, Dionisio passou parte de sua gestação na coxa de seu pai. Quando completou o tempo da gestação, Zeus o entregou em segredo a Ino (sua tia) que passou a cuidar da criança com ajuda das Dríades, das horas e das ninfas.

Depois de adulto, ainda a raiva de Hera tornou Dionisio louco e ele ficou vagando por várias partes da Terra. Quando passou pela Frígia, a deusa Cíbele o curou e o instrui em seus ritos religiosos.

Sileno ensina a ele a cultura da vinha, a poda dos galhos e o fabrico do vinho.

Curado, ele atravessa a Ásia ensinando a cultura da uva. Ele foi o primeiro a plantar e cultivar as parreiras, assim o povo passou a cultuá-lo como deus do vinho.

Dionisio puniu quem quis se opor a ele (como Penteu) e triunfou sobre seus inimigos além de se salvar dos perigos que Hera estava sempre pondo em seu caminho.

Nas lendas romanas, Dioniso tornou-se Baco, que se transforma em leão para lutar e devorar os gigantes que escalavam o céu e depois foi considerado por Zeus como o mais poderoso dos deuses.

É geralmente representado sob a forma de um jovem imberbe, risonho e festivo, de longa cabeleira loira e flutuante, tendo, em uma das mãos, um cacho de uvas ou uma taça, e, na outra, um tirso (um dardo) enfeitado de folhagens e fitas. Tem o corpo coberto com um manto de pele de leão ou de leopardo, traz na cabeça uma coroa de pâmpanos, e dirige um carro tirado por leões.

Também pode ser representado sentado sobre um tonel, com uma taça na mão, a transbordar de vinho generoso, onde ele absorve a embriaguez que o torna cambaleante. Eram-lhe consagrados: a pega, o bode e a lebre.

Às mulheres que o seguiam como loucas, bêbadas e desvairadas se dava o nome de bacantes.

É considerado também o deus protector do teatro. Em sua honra faziam-se ditirambos na Grécia Antiga e festas dionisíacas.

Segundo o mito, Dionísio ordenou a seus súditos que lhe trouxesse uma bebida que o alegrasse e envolvesse todos os sentidos. Trouxeram-lhe néctares diversos, mas Dionísio não se sentiu satisfeito até que ofereceram o vinho.

O deus encheu-se de encanto ao ver a bebida, suas cores, nuances e forma como brilhava ao Sol, ao mesmo tempo em que sentia o aroma frutado que exalava dos jarros à sua frente. Quando a bebida tocou seus lábios, sentiu a maciez do corpo do vinho e percebeu seu sabor único, suave e embriagador.

De tão alegre, Dionísio fez com que todos os presentes brindassem com suas taças, e ao som do brinde pôde ser ouvido por todos os campos daquela região. A parti daí, Dionísio passou a abençoar e a proteger todo aquele que produzisse bebida tão divinal, sendo adorado como deus do vinho e da alegria.

fonte: pt.wikipedia.org

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Um pouco sobre Deméter

Deméter (Ceres em latim) - A mais antiga e também a mais venerada deusa em toda a Grécia, seu culto estava estritamente vinculado ao ciclo da terra, sendo, portanto, fundamentalmente baseado em rituais agrários. Filha de Crono e Réia, assentava-se entre as doze divindades do Olimpo.

Constantemente assediada por Posídon que a desejava, disfarçou-se em égua a fim de iludir seu pretendente. Foi inútil tentativa, pois Posídon, descobrindo tudo, disfarçou-se em cavalo logrando assim seu intento de unir-se a Deméter. Dessa indesejável união nasceu Aríon, cavalo com a capacidade da fala e da predição do futuro e uma filha cujo nome poucos conheceram. Indignada com a atitude de Posídon, Deméter retirou-se do Olimpo. A terra tornou-se a partir daí estéril e estabeleceu-se um período de fome absoluta. Por causa desse incidente recebeu muitos cognomes, entre eles a de “Negra” por haver se vestido de luto e de “Erínia” por causa da ira que se abateu sobre ela. Foi somente após banhar-se no rio Ládon, cuja característica era a de fazer apagar mágoas e ressentimentos, que Deméter, purificada, voltou ao Olimpo.

De seu romance de trágico desfecho com Iásion, Deméter teve um filho chamado Pluto, que posteriormente tornou-se a personificação da riqueza e da abundância. Iásion morreu atingido por um raio fulminante enviado pelo enciumado Zeus ao surpreender juntos os dois amantes. De sua união com Zeus nasceu Core, que estando certo dia a colher flores no campo foi subitamente raptada por Hades e levada às profundezas. Amargurada com o desaparecimento da filha, Deméter vagou pelo mundo inteiro à sua procura. Hélio, o deus Sol que a tudo vê foi quem lhe revelou seu paradeiro. Revoltada com Hades e também com Zeus que permitira o seqüestro, retirou-se do Olimpo e metamorfoseada em velha, dirigiu-se a Elêusis, cidade da Ática.

Lá chegando, interpelada pelas filhas do rei Céleo a respeito de sua identidade, mentiu dizendo ser Doso, vítima de piratas que a haviam seqüestrado de Creta, cidade onde residia. Convidada a cuidar do recém nascido Demofonte, filho de Metanira, a esposa do rei, aceitou a incumbência. J Deméter decidiu tornar o rebento imortal e para tanto, alimentava-o com ambrosia e com o néctar dos deuses, esfregando-o todas as noites com o fogo da imortalidade. Aconteceu, porém, que certa feita Deméter foi surpreendida pela rainha em seus rituais mágicos. Esta, ao se deparar com a imagem de seu filho exposto às chamas, lançou um grito desesperado. Irada com tamanha ignorância e incompreensão, a deusa interrompeu o ritual, condenando Demofonte a prosseguir como simples mortal e surgiu em todo seu esplendor denunciando sua verdadeira origem.

Ordenou que se erguesse um templo em sua homenagem no qual ela pudesse ensinar aos homens seus ritos secretos. Uma vez construído seu santuário, retirou-se do Olimpo e ali se refugiou para chorar a saudade que sentia de sua amada filha. Amaldiçoou a terra lançando sobre ela uma implacável seca e impedindo que ali nascesse qualquer tipo de vegetação. Inutilmente, tentando convencê-la a mudar de atitude, Zeus se viu forçado a interceder junto a Hades para que devolvesse Coré a sua mãe. O soberano dos infernos consentiu mas, antes de deixar partir sua amada, fez com que ela comesse um bago de romã. Prendeu-a com isso, para sempre, aos Infernos, uma vez que, quem ali se alimentasse, ficaria eternamente condenado a retornar. Quando mãe e filha se reencontraram, a terra novamente se cobriu de verde e a abundância voltou a reinar.

A narrativa do rapto e do subseqüente encontro de Coré com sua mãe são a base fundamental para a instituição dos Mistérios de Elêusis, pois foi somente após esse reencontro que Deméter transmitiu seus ritos secretos. Calcula-se que os Mistérios foram inaugurados no século XV a.C. e perduraram por dois mil anos. Tinham um caráter extremamente democrático, pois qualquer um, governante, escrava, dona de casa ou prostituta podia tornar-se um Iniciado, desde que soubesse falar grego. Tal condição se fazia necessária pela necessidade de se repetir , durante a liturgia, fórmulas e palavras. Além disso, sua prática não interferia nos afazeres cotidianos ou em qualquer tipo de atividade pois os Mistérios não se constituíam em seita ou associação secreta. O pouco que se sabe a respeito dos Mistérios de Elêusis é que os Iniciados só se distinguiam dos demais após a morte quando então se constituíam um grupo a parte. Os Mistérios não prometiam a imortalidade, mas a bem-aventurança após o término da vida terrena.

Etimologicamente mistério significa “coisa secreta”, “ação de calar a boca” e o pouco que se sabe a respeito dos Mistérios de Elêusis se refere à sua estrutura. Eram subdivididos em etapas as quais correspondiam a diversos graus. Dividiam-se em Pequenos Mistérios, que se realizavam anualmente em Agra, subúrbio de Atenas, Grandes Mistérios, as teletaí, onde, para ser admitido bastava ter cumprido os ritos iniciais e, por fim,a epopteía, permitida àquele que já se havia iniciado há um ano.

Instituídos seus Mistérios, Deméter ainda entregou a Triptólemo, o outro filho do rei Céleo, os ensinamentos sobre a arte de semear e colher o trigo bem como os segredos do preparo e do armazenamento do pão e o incumbiu de difundir ao mundo o que havia aprendido. Somente então, a deusa voltou a conviver juntamente com sua filha com os deuses no Olimpo.

Inúmeras festas eram celebradas em sua homenagem e todas elas realizadas de acordo com as estações do ano, uma vez que estavam intimamente ligadas ao plantio, colheita do trigo e ao trabalho decorrente disso. Dentre as mais importantes festas destacam-se as Tesmofórias, onde se expressava gratidão à deusa pelas últimas colheitas, as Clóias, que se realizavam quando o verde do trigo e da cevada cobriam o campo, as Talísias, realizadas no início das colheitas e Haloas, festa dedicada também a Dionísio .

Era invocada como deusa da terra cultivada, da colheita e da semeadura, diferenciando-se portanto de Gaia , a Terra, a Grande Mãe. O culto a Deméter possuía um caráter basicamente agrário, já que ela era responsável por todos os fenômenos e procedimentos ligados direta ou indiretamente à cultura da terra.

fonte: www.algosobre.com.br